Windows Server 2016: fim do suporte a 12 de janeiro de 2027
O Windows Server 2016 deixa de ter suporte a 12 de janeiro de 2027. O que muda, os riscos, as três opções de migração e um calendário para PME.
Ler artigo →O Windows Server 2025 tem suporte até 14 de novembro de 2034. Essentials até 25 utilizadores sem CAL; Standard por núcleo, com CAL e duas máquinas virtuais. A Microsoft indica 1.176 USD pela Standard de 16 núcleos, sem CAL.
Em resumo: o Windows Server 2025 é a versão atual do sistema de servidor da Microsoft, com suporte até 14 de novembro de 2034. Para uma PME há três edições a considerar. A Essentials serve até 25 utilizadores e 50 dispositivos, sem licenças de acesso. A Standard licencia-se por núcleo e pede licenças de acesso (CAL). A Datacenter só compensa com muitas máquinas virtuais. A Microsoft indica 1.176 USD pela Standard de 16 núcleos e 6.771 USD pela Datacenter, preços de referência nos EUA e sem as CAL. Quem ainda tem Windows Server 2016 perde as atualizações de segurança a 12 de janeiro de 2027.
É o sistema operativo que corre no servidor da empresa: partilha pastas, guarda a base de dados do programa de gestão, gere os utilizadores com as suas permissões e recebe as ligações de quem trabalha à distância. Saiu a 1 de novembro de 2024. Segundo a página do ciclo de vida da Microsoft, o suporte principal acaba a 13 de novembro de 2029 e o suporte alargado, o que traz as correções de segurança, a 14 de novembro de 2034.
É por isso que, numa migração feita hoje, é quase sempre a versão certa. O Windows Server 2019 fica sem suporte em janeiro de 2029 e o 2022 em outubro de 2031. Migrar para essas é adiar o problema.
A Microsoft vende o Windows Server 2025 em várias edições. Para uma PME, a escolha faz-se entre estas três.
| Essentials | Standard | Datacenter | |
|---|---|---|---|
| Para quem | Empresas pequenas, com um servidor simples | A maioria das PME, com um servidor físico e poucas máquinas virtuais | Servidores com muitas máquinas virtuais ou clusters |
| Limites | 25 utilizadores, 50 dispositivos, 1 processador até 10 núcleos | Sem limite de utilizadores, mas cada um precisa de CAL | Sem limite de utilizadores, mas cada um precisa de CAL |
| Licenças de acesso (CAL) | Não são precisas | Uma por utilizador ou por dispositivo | Uma por utilizador ou por dispositivo |
| Máquinas virtuais incluídas | Não é pensada para virtualização | 2, com todos os núcleos físicos licenciados | Ilimitadas |
| Como se compra | Normalmente com o servidor, ao fabricante | Por núcleo | Por núcleo |
A Essentials é a mais barata e chega para muitas empresas pequenas. O limite é rígido. Se a empresa passar dos 25 utilizadores, tem de mudar de edição. Por isso convém contar também quem vai entrar nos próximos anos, e não só quem lá está hoje.
A Standard é a edição habitual numa PME com servidor próprio. Permite duas máquinas virtuais no mesmo equipamento, o que dá para separar, por exemplo, o servidor de ficheiros da base de dados do programa de gestão.
A Datacenter só faz sentido com muitas máquinas virtuais, porque o preço é bastante mais alto. Numa PME é rara.
Standard e Datacenter licenciam-se por núcleo do processador, não por servidor. Todos os núcleos físicos do servidor têm de estar licenciados, com um mínimo de 8 por processador e de 16 por servidor. Um servidor com um processador de 8 núcleos paga, mesmo assim, 16.
Depois há as CAL, as licenças de acesso de cliente. Cada pessoa ou cada computador que usa o servidor precisa de uma, mesmo que só abra uma pasta partilhada. Escolhe-se entre CAL por utilizador, melhor quando cada pessoa usa vários equipamentos, e CAL por dispositivo, melhor quando vários turnos partilham o mesmo computador. Quem trabalha por Ambiente de Trabalho Remoto precisa ainda de licenças próprias para isso.
É aqui que muitas propostas ficam curtas. O preço do Windows Server aparece, mas as CAL não. Peça sempre o total para o número de pessoas que tem.
A Microsoft publica preços de referência nos EUA, consultados a 5 de novembro de 2026:
Em Portugal, o preço final depende do canal de compra (licença do fabricante do servidor ou contrato por volume), do número de núcleos e das CAL. A Microsoft avisa que os preços variam por país. A Essentials compra-se quase sempre com o servidor, ao fabricante. Por isso não publicamos um valor em euros: damo-lo por escrito, com as CAL incluídas, para o servidor que a empresa precisa.
A licença é só uma parte da conta. Somam-se o equipamento, a migração dos dados, as cópias de segurança e a manutenção. A alternativa é não comprar servidor. Um servidor alojado num datacenter começa nos 20 € por mês + IVA e evita o investimento inicial. A comparação dos dois caminhos está na página de servidores e cópias de segurança para empresas.
Os mínimos oficiais são baixos: processador de 64 bits a 1,4 GHz com as instruções SSE4.2 e POPCNT. Na prática, ninguém monta um servidor no mínimo. O que conta é o que vai correr nele: o SQL Server do programa de gestão, o número de pessoas ligadas e as máquinas virtuais.
Há um pormenor que apanha servidores antigos: sem SSE4.2 e POPCNT, o Windows Server 2025 não instala. Funcionalidades como o BitLocker exigem TPM 2.0 e arranque seguro (Secure Boot). Um equipamento comprado para o Windows Server 2016 pode não cumprir, e é mais uma razão para olhar para o servidor e não só para a licença.
Para a maioria das PME, a novidade que pesa é outra: dez anos de correções de segurança a contar do lançamento.
A Microsoft permite atualizar um Windows Server 2016 diretamente para o 2025. Possível não quer dizer aconselhável. Um servidor de 2016 tem perto de dez anos, e quase sempre compensa instalar o sistema limpo num equipamento novo e levar para lá os dados.
Antes de mexer, faça uma cópia completa e teste a reposição. Confirme também que o programa de gestão e o SQL Server suportam a versão nova. Com o Cegid PHC CS, confirme a compatibilidade com o seu parceiro PHC, ou connosco, antes de comprar licenças. O calendário completo de uma migração está no artigo sobre o fim do suporte do Windows Server 2016.
Começa com uma primeira reunião, presencial ou online, sem custo. Vemos que versões correm em cada servidor, o que depende delas e se as cópias de segurança alguma vez foram repostas. Depois comparamos, a três ou cinco anos, um servidor novo com Windows Server 2025 e um servidor alojado. A proposta segue por escrito, com as licenças, as CAL e a migração em linhas separadas. Às vezes a conta diz para ficar com o equipamento que tem. Nesse caso dizemos-lhe.
A Essentials não precisa de CAL, mas fica limitada a 25 utilizadores, 50 dispositivos e um processador até 10 núcleos. A Standard não tem esse limite. Licencia-se por núcleo, pede uma CAL por utilizador ou dispositivo e inclui duas máquinas virtuais.
O preço de referência da Microsoft nos EUA é 1.176 USD para 16 núcleos, sem CAL. Em Portugal varia com o canal de compra e o número de núcleos. A conta certa inclui as CAL de todas as pessoas que usam o servidor.
Com a Standard e a Datacenter, sim: uma por utilizador ou por dispositivo que aceda ao servidor. Com a Essentials, não, dentro dos seus limites.
O suporte alargado, com correções de segurança, vai até 14 de novembro de 2034. O suporte principal acaba a 13 de novembro de 2029.
Pode. A Microsoft disponibiliza uma versão de avaliação no Evaluation Center, válida durante 180 dias. Serve para testar a instalação e o programa de gestão, não para pôr a empresa a trabalhar.
Na maior parte dos casos, sim. O 2016 perde as atualizações de segurança a 12 de janeiro de 2027, e o 2025 dá suporte até 2034. A alternativa é deixar de ter servidor na empresa e passar para um servidor alojado.
Tem um servidor para substituir ou com Windows Server 2016? Diga-nos o que corre nele. Marque a primeira reunião, presencial ou online, sem custo e sem compromisso.
Fontes: Microsoft, «Windows Server 2025 pricing»; Microsoft Learn, ciclo de vida do Windows Server 2025, 2022, 2019 e 2016; Microsoft Learn, «Comparison of Windows Server editions»; Microsoft Learn, «Hardware requirements for Windows Server». Consultado a 5 de novembro de 2026.
O Windows Server 2016 deixa de ter suporte a 12 de janeiro de 2027. O que muda, os riscos, as três opções de migração e um calendário para PME.
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