ZoneSoft num restaurante: como corre uma implementação a sério
O software é a parte fácil. O que decide é o levantamento antes, a formação da equipa e quem atende ao sábado à noite. Passo a passo, sem folheto.
Ler artigo →O Windows Server 2016 deixa de ter suporte a 12 de janeiro de 2027. O que muda, os riscos, as três opções de migração e um calendário para PME.
Em resumo: o suporte alargado do Windows Server 2016 termina a 12 de janeiro de 2027. Nesse dia saem as últimas atualizações de segurança gratuitas. O servidor continua a trabalhar. Só deixa de ser corrigido quando aparecer uma falha nova. Há três caminhos: um servidor novo com Windows Server 2025, um servidor alojado num datacenter, ou atualizações de segurança pagas (ESU) enquanto prepara a mudança. Uma migração normal cabe em poucas semanas, mas convém começar já.
A página do ciclo de vida da Microsoft marca o fim do suporte alargado para 13 de janeiro às 6h59, hora do Pacífico. Conta o dia anterior. O último dia é 12 de janeiro, a terça-feira das atualizações mensais. Vale para as edições Standard, Datacenter, Essentials e MultiPoint Premium. O suporte principal já tinha acabado em janeiro de 2022.
Nada se desliga. O servidor de ficheiros continua a partilhar pastas, o Ambiente de Trabalho Remoto continua a aceitar ligações e o programa de gestão continua a falar com o SQL Server. É por isso que a data passa despercebida. Tudo parece igual. A diferença está nas falhas descobertas depois, que ficam abertas para sempre.
O primeiro é o ransomware. Pense num servidor com o Ambiente de Trabalho Remoto aberto à internet para quem trabalha de casa. Fica com as portas que a Microsoft deixar de fechar, e quem ataca sabe que versões já não recebem correções. Pior ainda: é nessa máquina que costumam estar a faturação, a contabilidade e as pastas partilhadas.
O segundo são as perguntas de terceiros. Tem seguro de riscos cibernéticos? Leia as condições da apólice e confirme se há exigências sobre sistemas atualizados. O regime jurídico da cibersegurança (Decreto-Lei n.º 125/2025, que transpõe a diretiva NIS2) também pôs as entidades abrangidas a olhar para os seus fornecedores. Se trabalha para uma delas, é natural que lhe perguntem que sistemas usa.
O terceiro é a compatibilidade. Os fabricantes deixam de suportar as suas aplicações em sistemas sem suporte, do programa de gestão ao antivírus e ao software de cópias. Com PHC CS no servidor, confirme com o seu parceiro PHC, ou connosco, que versões do Windows Server e do SQL Server a sua versão do PHC suporta.
Leva um minuto. No servidor, carregue nas teclas Windows e R, escreva winver e confirme. A janela mostra o sistema e o número de compilação. O 2016 é a versão 1607, compilação 14393, e o 2019 é a 1809, compilação 17763. Já o 2022 tem a compilação 20348 e o 2025 a 26100.
Também pode abrir o Server Manager, escolher «Servidor Local» e ler a linha do sistema operativo. Repita em cada servidor e em cada máquina virtual. Todas contam.
Não há resposta igual para todas as empresas. A tabela resume o que pesa em cada caso.
| Servidor novo na empresa | Servidor alojado | Atualizações pagas (ESU) | |
|---|---|---|---|
| O que é | Equipamento com Windows Server 2025 | Máquina virtual num datacenter, acedida pela internet | Programa da Microsoft que prolonga as correções do 2016 |
| Segurança até | 14 de novembro de 2034 | Depende da versão instalada | No máximo, 2030 |
| Custo | Equipamento, licenças e migração | Mensalidade e migração | Pagamento pelo Azure Arc, conforme o uso, sem resolver a mudança |
| Faz sentido quando | A internet do local falha ou a base de dados é pesada | Há várias instalações ou gente fora do escritório | Uma aplicação ainda não corre numa versão nova |
| Cuidado com | Energia, ar condicionado, discos e cópias por sua conta | Qualidade da ligação no escritório | Condições de licenciamento |
É o caminho para quem quer tudo dentro de casa. Segundo a Microsoft, um servidor fora de cluster pode passar do 2016 para o 2025 diretamente, sem versões intermédias. Possível não quer dizer aconselhável. Um equipamento de 2016 tem perto de dez anos, e muitas vezes compensa instalar o sistema limpo numa máquina nova e levar para lá os dados.
Porquê o 2025? O Windows Server 2019 sai de suporte a 9 de janeiro de 2029. Daqui a dois anos estaria a ler um artigo igual a este. O 2022 vai até 14 de outubro de 2031.
Sai o servidor físico. A RTC aloja servidores virtuais em datacenters em Espanha e em França, na plataforma Plenit (antiga Jotelulu), certificada ISO 27001. Os servidores começam nos 20 € por mês + IVA. As cópias de segurança começam nos 9,90 € por mês + IVA. Um servidor virtual novo fica pronto em menos de 30 minutos, mas migrar dados e instalar o programa de gestão tem prazo próprio, que dizemos caso a caso.
No interior, tudo depende da ligação à internet. Às vezes o certo é misto. Explicamos essa conta na página de cloud, servidores e cópias de segurança.
A Microsoft tem um programa ESU para o Windows Server 2016, nas edições Standard e Datacenter. Dá correções de segurança críticas ou importantes durante até três anos, até 2030. Funcionalidades novas, não. Ativa-se no portal do Azure desde 3 de agosto de 2026, com o servidor ligado ao Azure Arc, e a faturação começa a 13 de janeiro de 2027.
Há uma condição que trava muitas PME. A Microsoft exige Software Assurance num contrato de licenciamento por volume, salvo em servidores licenciados por SPLA ou por subscrição. Uma licença OEM, a mais comum nas pequenas empresas, normalmente não tem Software Assurance. Não citamos preços, porque dependem do contrato e do número de núcleos. O ESU compra tempo. Não substitui a migração.
Um servidor 2016 raramente vive sozinho. Faça o inventário antes de decidir.
Primeiro, a cópia. Faça uma cópia completa e teste a reposição antes de mexer em qualquer coisa. Uma cópia nunca reposta é só uma esperança. O método está no artigo sobre cópias de segurança 3-2-1.
Exemplo para uma empresa com um servidor e um programa de gestão. Com mais máquinas, os prazos crescem.
Atenção ao Natal e ao fecho do ano. Muitas empresas não podem parar a faturação em dezembro, e a contabilidade precisa do servidor nos primeiros dias de janeiro. É a pior altura para mudar.
Começa com uma primeira reunião sem custo, presencial ou online. Vemos o que está montado, que versões correm e se as cópias existem. Sai daí um levantamento escrito. Depois segue uma proposta escrita, que pode comparar linha a linha com outras.
Somos parceiros Cegid PHC, o que ajuda quando o servidor tem PHC CS e SQL Server. Fazemos as contas dos dois lados, a três ou cinco anos. Às vezes compensa ficar com o equipamento. Dizemos-lhe. Para o acompanhamento depois da mudança, há as avenças.
Não deixa. O sistema arranca e as aplicações correm como antes. Acabam as atualizações de segurança gratuitas da Microsoft, e as falhas descobertas depois ficam por corrigir.
Pode, com risco. Fica exposto a falhas que ninguém corrige, e o software instalado vai perdendo suporte. Se o fizer, que seja por pouco tempo, fechado à internet e com cópias testadas.
Há. A Microsoft oferece ESU para as edições Standard e Datacenter durante até três anos, até 2030, com o servidor ligado ao Azure Arc. Em regra exige Software Assurance, ou licenças por SPLA ou subscrição. Muitas licenças OEM das pequenas empresas não cumprem essa condição.
Para o 2025, quase sempre. O Windows Server 2025 tem suporte até 14 de novembro de 2034. O 2022 serve até outubro de 2031. O 2019 acaba em janeiro de 2029 e só se justifica se uma aplicação o exigir.
Para um servidor com um programa de gestão, algumas semanas entre o inventário e o desligar da máquina antiga. A paragem cabe muitas vezes num fim de semana, e o prazo de cada caso fica escrito na proposta que lhe enviamos.
Se for o 2016, sim. O suporte alargado terminou a 14 de julho de 2026. Confirme antes qual a versão suportada pelo seu programa de gestão.
Tem um servidor com Windows Server 2016? Diga-nos o que corre nele. Marque a primeira reunião, presencial ou online, sem custo e sem compromisso.
Fontes: Microsoft Learn, ciclo de vida do Windows Server 2016, 2019, 2022 e 2025; Microsoft Learn, ciclo de vida do SQL Server 2016, 2017 e 2019; Microsoft Learn, ciclo de vida do Exchange Server 2016 e 2019; Microsoft Learn, «Prepare to deliver Extended Security Updates for Windows Server 2016»; Microsoft, «Extended Security Updates for SQL Server and Windows Server»; Windows Server Blog, «Planning ahead for Windows Server 2016 end of support»; Microsoft Learn, «Windows Server upgrade overview»; Microsoft Learn, «Windows Server release information». Consultado em outubro de 2026.
O software é a parte fácil. O que decide é o levantamento antes, a formação da equipa e quem atende ao sábado à noite. Passo a passo, sem folheto.
Ler artigo →Em Portugal, em 2026, o suporte informático para empresas custa 40 a 60 € por hora avulsa, 20 a 25 € por hora em bolsa pré-paga e 35 a 300 € por mês em avença, sempre sem IVA. A RTC publica avenças de 75, 150 e 300 €/mês + IVA, com resposta remota em 1 hora útil.
Ler artigo →A RTC, com sede em Bragança, é parceira certificada Cegid PHC desde 2009. Implementa, migra e dá suporte ao PHC no Nordeste Transmontano, em Vila Real e em Chaves. O suporte diário é remoto; há deslocação quando é preciso. A primeira reunião, presencial ou online, não tem custo.
Ler artigo →Este artigo foi escrito por quem faz o trabalho. Se lhe levantou uma pergunta sobre o caso concreto da sua empresa, ligue para o número geral da RTC: a resposta é mais rápida ao telefone do que por escrito.
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