Agentes de IA da Cegid para o PHC: o que muda numa PME e o que preparar já

Por Equipa RTC, Consultores de TI · Parceiro Cegid PHC · Publicado a 24 de setembro de 2026

Em resumo

A Cegid apresentou mais de 25 agentes de IA em setembro de 2026, no Porto. O que se sabe para o PHC, o que falta divulgar e o que a PME pode preparar já.

No Cegid Partner Summit, no Porto, em setembro de 2026, a Cegid apresentou mais de 25 agentes de IA para o seu software de gestão, com o PHC e o Primavera incluídos. Para uma PME com Cegid PHC, a novidade é simples: a IA passa a vir de fábrica. Faltam os pormenores. Datas, preços e versões abrangidas ainda não foram divulgados.

O que anunciou a Cegid no Partner Summit de 2026?

O encontro juntou mais de 700 parceiros na Alfândega do Porto, segundo a Supply Chain Magazine (artigo de 16/09/2026). A mensagem foi direta. Segundo a revista, a inteligência artificial deixa de ser uma funcionalidade adicional e passa a ser o motor dos processos, das decisões e da produtividade. O anúncio abrange o Cegid PHC e o Cegid Primavera.

Foram nomeados dois agentes. O VAT Diagnose Agent faz o diagnóstico do IVA, identifica erros e sugere correções. O 360º Customer analisa informação de várias fontes para preparar um resumo e um plano de ação para cada cliente.

A NetThings (setembro de 2026) fala em «25 novos agentes inteligentes», enquanto a Supply Chain Magazine escreve «mais de 25». A diferença é pequena. O mesmo artigo acrescenta que a Cegid detalhou a passagem dos seus principais produtos para as versões Evolution, com o Cegid PHC Evolution e o Cegid Primavera Evolution. Refere ainda agentes de automatização que aprendem com o comportamento de quem usa o programa para tratar tarefas repetitivas na faturação e na gestão de stocks.

O que já existe hoje no Cegid PHC?

A IA da Cegid tem um nome comercial, Cegid Pulse. Na página oficial do módulo (consultada a 22/09/2026), a Cegid descreve agentes que «executam, analisam e aconselham», treinados em quatro áreas (finanças, vendas, payroll, operações), a par de assistentes de conversa para explorar os dados da empresa. Tudo corre, diz a mesma página, num «ambiente seguro e controlado». Não há preços na página.

O resto depende do produto. A página do Cegid PHC Evolution apresenta-o como um ERP com IA, com o Cegid Pulse a responder a perguntas a partir dos dados reais do programa. Na página do Cegid PHC CS, os agentes Cegid Pulse aparecem na secção de Inteligência Artificial. No PHC GO, o centro de ajuda explica que o add-on Cegid Pulse existe a partir do plano Grow, com contrato próprio. Há dois modelos; o Especial tem «maior custo e consumo de palavras».

O que ainda não se sabe?

Bastante, e convém dizê-lo sem rodeios. As duas notícias do evento não trazem preços nem datas. Resumimos o estado da informação pública a 22 de setembro de 2026:

PerguntaO que as fontes dizem
Quais dos 25 ou mais agentes chegam ao Cegid PHCNão divulgado; só dois foram nomeados
Quando ficam disponíveisNão divulgado
Quanto custamNão divulgado para os novos agentes; no PHC GO, o Cegid Pulse é um add-on a partir do plano Grow
PHC CS, PHC Evolution ou PHC GOAs notícias falam das versões Evolution, sem lista por versão
Se obrigam a mudar de versãoNão divulgado
Como se conta o consumoNo PHC GO, o modelo Especial gasta mais; nos outros produtos não foi divulgado

Até lá, prudência. Quando a Cegid publicar os pormenores, a RTC, parceira oficial Cegid PHC, confirma o que se aplica à versão e à gama de cada cliente antes de recomendar qualquer passo.

O que faz bem um agente do fabricante?

Faz bem o que é comum a milhares de empresas. Diagnosticar o IVA, resumir a situação de um cliente, responder a uma pergunta sobre as vendas do mês: são tarefas com regras iguais para quase toda a gente, e o fabricante conhece a estrutura de dados do seu programa melhor do que ninguém. Há ainda uma vantagem prática. O agente e o ERP têm o mesmo fabricante.

Para a maioria das PME, este é o primeiro passo sensato. Se o agente da Cegid resolver a necessidade, não há razão para pagar outro.

Quando faz sentido um agente ligado aos dados feito para a empresa?

Quando a necessidade é da casa e não do setor. Há quatro situações típicas:

  • Regras da casa: descontos combinados cliente a cliente, aprovações que dependem de quem pede, prazos que só o chefe de armazém conhece.
  • Campos próprios, tabelas e ecrãs criados no PHC ao longo do tempo, que um agente genérico não tem obrigação de conhecer.
  • Pedidos que chegam por WhatsApp e têm de ir parar ao PHC, com autorização e registo.
  • Outros programas no mesmo processo, como o POS da restauração ou folhas de cálculo que ainda ninguém largou. A RTC já ligou PHC, ZoneSoft e XD num projeto de integração.

Os dois caminhos podem conviver. O agente da Cegid trata do que é comum; um agente à medida trata do resto, lendo os mesmos dados com a conta e as permissões que a empresa lhe der.

É aqui que entra a RTC. O serviço Empresas AI First oferece agentes ligados ao Cegid PHC (e a outros programas, por acesso autorizado aos dados ou pela API do fabricante), com conta própria que só vê as tabelas necessárias, gravação apenas com autorização escrita, palavras-passe fora do código e histórico de cada ação. A implementação é paga uma vez, desde 499 € + IVA. A subscrição mensal do módulo de IA começa em 20 €/mês + IVA, com suporte básico incluído e período mínimo de 12 meses; os tokens são à parte, em packs desde 20 € + IVA ou por contrato de consumo ilimitado negociado caso a caso. A subscrição só arranca depois do piloto e só se este atingir a métrica combinada por escrito. Se o piloto falhar essa métrica, a subscrição não começa; a implementação paga, essa, não é devolvida.

O que pode a empresa preparar já?

Nada disto obriga a esperar. Há trabalho que serve para qualquer agente, venha ele da Cegid ou de um parceiro:

  1. Arrumar os dados. Clientes duplicados, artigos sem família, contas correntes por conciliar: um agente responde a partir do que encontra, por isso dados tortos dão respostas tortas.
  2. Rever permissões. Quem vê margens, salários e contas bancárias? Um agente não deve ver mais do que a pessoa que o usa.
  3. Escrever uma política de uso. Uma página chega: que dados podem entrar numa conversa com IA, quem aprova, o que fica registado. Sobre RGPD e AI Act, a RTC faz a parte técnica; a leitura jurídica cabe ao advogado da empresa.
  4. Escolher um processo. Um só, com um número antes e depois, como o tempo a fechar o mês ou os pedidos respondidos no próprio dia.
  5. Confirmar a versão. Saber se a empresa está no PHC CS, no PHC Evolution ou no PHC GO, e em que gama ou plano, porque é isso que vai decidir o que chega e quando.

Uma nota final sobre segurança. Um agente com acesso ao ERP é mais uma porta de entrada, e deve ser tratado como tal (a página de cibersegurança explica como a RTC olha para isso).

Perguntas frequentes

Os agentes de IA da Cegid já estão disponíveis no PHC CS?

A página do Cegid PHC CS refere os agentes Cegid Pulse na secção de Inteligência Artificial. Quais dos agentes anunciados em setembro chegam ao PHC CS, e quando, ainda não foi divulgado.

Quanto vão custar os novos agentes da Cegid?

Não se sabe. No PHC GO, o Cegid Pulse é um add-on com contrato próprio a partir do plano Grow, e o modelo Especial consome mais. Para os restantes produtos, falta a informação oficial.

Se a Cegid já tem agentes, para que serve um agente de um parceiro?

Para o que é só da empresa: regras internas, campos criados no PHC, pedidos por WhatsApp, ligação a outros programas. Se o agente da Cegid resolver, deve ser esse o primeiro a usar.

É preciso mudar para o Cegid PHC Evolution?

Ainda não se sabe. As notícias do evento falam das versões Evolution, mas sem lista de requisitos por versão. Antes de mudar por causa da IA, compensa esperar pelos dados oficiais da Cegid.

Para saber o que já pode fazer com os dados do seu PHC, peça o diagnóstico gratuito em contactos ou pelo WhatsApp (sem custo de chamada; aplica-se o tarifário de dados do seu operador). É entregue até uma semana depois da reunião.

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