O seu cliente enviou-lhe um questionário de segurança. E agora?
Recebeu um questionário de segurança de um cliente? Saiba porque chegou, o que perguntam e como responder sem perder o contrato. Guia prático da RTC.
Ler artigo →Preços reais para proteger 10, 25 ou 50 postos de trabalho: endpoint, identidade, cópias de segurança e gestão. A tabela que faltava em português.
Pergunte a três fornecedores quanto custa proteger uma empresa e recebe três variações de «depende». A palavra até é honesta. Mas não ajuda a orçamentar. Por isso fizemos o que não encontrámos feito em português: uma tabela com preços públicos, verificados e datados, para três dimensões típicas de empresa.
Os números que se seguem foram recolhidos em julho e agosto de 2026 em tabelas de preços públicas. Podem mudar. Por isso cada um traz a origem. O objetivo não é substituir um orçamento: é dar-lhe a ordem de grandeza antes de falar com quem quer que seja, incluindo connosco.
Quatro camadas, nenhuma dispensa as outras. Proteção dos postos de trabalho (endpoint), proteção da identidade (autenticação multifator, políticas de acesso), cópias de segurança testadas, mais alguém que gira tudo isto todos os dias. Falhar uma camada anula grande parte do investimento nas restantes, porque os ataques entram pela porta que ficou aberta.
O contexto português justifica a conversa: 54% das PME nacionais reportaram ter sido atacadas nos 12 meses anteriores, segundo o estudo Hiscox de 2025. E entre as vítimas de ransomware, 89% recuperaram os dados por cópias de segurança, contra apenas 59% das que pagaram o resgate.
Usámos como referência o ESET PROTECT Complete, com preços públicos em Portugal (nod32.com.pt, com IVA, agosto de 2026): 70,61 € por posto e por ano até 10 postos, 60,09 € de 11 a 25, e 53,07 € a partir de 26. O preço unitário desce com a dimensão. A tabela final mostra-o. Outras marcas de nível profissional situam-se em intervalos comparáveis.
Se a empresa já usa Microsoft 365, a forma mais racional de a obter é o plano Business Premium, que inclui autenticação multifator reforçada, políticas de acesso condicional e proteção Defender. A diferença face ao plano Standard era, na tabela portuguesa da Microsoft de 28/07/2026, de 6,93 € por utilizador e por mês sem IVA (19,06 € contra 12,13 €), ou seja 83,16 € por utilizador e por ano. Contamos só esse diferencial. O valor total da licença fica de fora do custo de segurança.
O investimento faz falta: em Portugal só 36% das empresas usam autenticação multifator, abaixo da média europeia de 40%.
Não da forma que precisa. A própria Microsoft recomenda no contrato de serviços que o cliente faça as suas cópias, e o Exchange Online elimina definitivamente itens apagados ao fim de 14 dias por omissão. Uma cópia externa ao fornecedor principal, seguindo a regra 3-2-1 que explicámos em detalhe, custa tipicamente entre algumas dezenas e poucas centenas de euros por mês numa PME, consoante o volume e o tempo de retenção exigido. Há fornecedores portugueses com preços publicados a partir de 4,10 € mensais por 10 GB, o que dá a base da escala.
| Camada | 10 postos | 25 postos | 50 postos |
|---|---|---|---|
| Endpoint (ESET PROTECT Complete, c/IVA) | 706 € | 1.502 € | 2.654 € |
| Identidade (diferencial M365 Premium vs Standard, s/IVA) | 832 € | 2.079 € | 4.158 € |
| Cópias de segurança externas (estimativa por volume) | 300 a 900 € | 600 a 1.800 € | 1.200 a 3.600 € |
| Subtotal tecnológico anual | ≈ 1.850 a 2.450 € | ≈ 4.200 a 5.400 € | ≈ 8.000 a 10.400 € |
Uma frase para reter: proteger um posto de trabalho custa entre 15 e 20 euros por mês em tecnologia, antes da gestão. Menos do que o café diário de um colaborador, e é essa a comparação certa quando o orçamento aperta.
Três rubricas variam demasiado para publicar um número honesto. Ficaram de fora. A firewall depende do modelo e da subscrição, e vale lembrar que uma firewall com subscrição expirada é apenas um router caro. A formação de utilizadores depende da rotatividade da equipa. E a gestão diária depende do modelo de contrato: é precisamente o que uma avença com SLA escrito resolve, com valores que publicamos abertamente em vez de esconder atrás de um «depende».
Porque tecnologia sem operação degrada-se em silêncio. Atualizações por instalar. Alertas que ninguém lê, cópias que nunca foram testadas num restauro real. O tempo médio para detetar um ataque ronda os 204 dias, e esse número mede a falta de vigilância, mais do que a falta de tecnologia. Comprar as camadas da tabela e não as gerir é pagar o prémio do seguro e deixar a apólice por assinar.
Estão identificados linha a linha: os valores ESET são com IVA, os da Microsoft sem IVA, tal como surgem nas tabelas públicas de origem. Nos subtotais tratámos os intervalos como ordem de grandeza, e num orçamento real apresentamos tudo homogeneizado.
Para uma empresa, não. As versões gratuitas não têm gestão central, não geram alertas para quem administra a rede e não cobrem servidores. O custo de um posto por ano na tabela acima é inferior ao de uma única hora de paragem da maioria dos negócios.
Pode, e há uma ordem racional: identidade primeiro, porque as credenciais são hoje o vetor de entrada mais comum, depois as cópias de segurança, depois o endpoint completo. O que não recomendamos é parar na primeira camada e considerar o assunto resolvido.
É a base técnica de partida. Falta o resto. O regime NIS2 acrescenta deveres de organização, registo e notificação que vão além da tecnologia. Empresas abrangidas, ou fornecedoras de abrangidas, devem tratar a tabela acima como o primeiro degrau.
Quer estes números convertidos num orçamento para a sua empresa, com os valores da avença incluídos e por escrito? Peça a visita de 90 minutos, que não tem custo, e entregamos a conta feita.
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Ler artigo →Este artigo foi escrito por quem faz o trabalho. Se lhe levantou uma pergunta sobre o caso concreto da sua empresa, a resposta é mais rápida ao telefone do que por escrito, e quem atende é um técnico.
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